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Nunca estamos a salvo da crítica dos demais

Um homem estava viajando com o filho e um asno. O pai ia montado no asno e o filho o conduzia.

– Pobre jovem – disse alguém que passava ao lado, – suas perninhas mal podem acompanhar o ritmo do animal. Como se pode viajar tão à vontade vendo que o pequeno se esgota caminhando?

Isso tocou o coração do pai, que desmontou imediatamente e colocou o filho sobre o asno.

Não passou muito tempo até que outro exclamasse:

– Que vergonha! O malandrinho viaja como um sultão montado no asno, enquanto seu pobre pai ancião tem de ir à pé!

Isso magoou o menino e ele pediu ao pai que montasse na garupa.

-Oh, onde já se viu absurdo igual! – resmungou uma mulher ao ver a cena. – Mas que crueldade! Desse jeito, quebram a coluna do pobre asno e os dois vadios, o velho e o menino descansam sobre ele como se fosse um divã. Pobre animalzinho!

Arrependidos, desmontaram do asno sem dizer uma palavra. Mas haviam dado alguns passos atrás do animal, quando um desconhecido se riu deles e perguntou

-Vocês estão levando o asno para passear?

O pai, enquanto dava um punhado de palha ao burro, dirigindo-se ao seu filho, comentou:

-Não importa o que façamos, nunca estaremos a salvo das críticas dos demais.


 

Conto Sufi do livro:

Era uma Vez … os contos como terapia

Editora: Instituto Girasol do Brasil

O verdadeiro valor do anel

Venho até cá, mestre, porque me sinto tão tacanho que não tenho vontade de fazer nada. Dizem-me que não presto, que não faço nada bem, que sou lento e estúpido. Como posso melhorar?
O que posso fazer para as pessoas me valorizarem mais? O mestre sem olhar para ele disse:
– Lamento meu rapaz, não posso ajudar-te. Primeiro, tens de me resolver o meu próprio problema. Talvez depois, mais tranquilo, eu te possa ajudar.
– Com todo o prazer mestre – gaguejou o rapaz, ainda mais descrente, pensando – “nem o mestre torna as minhas necessidades prioritárias…”
– Bom, continuou o mestre tirando o anel que trazia no dedo mindinho da mão esquerda. Dando-o a rapaz acrescentou: Pega o cavalo que está lá fora e vai ao mercado. Tenho de vender este anel porque tenho de pagar uma dívida. Tens de o vender pelo maior valor possível e não aceites menos de 1 moeda de ouro.
O jovem pegou no anel e partiu. Logo que chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos comerciantes, que o fitavam com interesse, até quando o jovem falava quanto queria por ele. Assim que ele falava na moeda de ouro alguns riam-se, outros viravam-lhe a cara e só um velhinho amável lhe explicou que 1 moeda de ouro era muito valor para trocar por um mero anel. No máximo oferecia-lhe, por bondade, 2 moedas de prata.
Depois de oferecer o anel a todas as pessoas que se cruzavam com ele no mercado o jovem regressou abatido pelo cansaço, montando o seu cavalo, completamente destroçado. Tudo o que ele mais desejava era uma moeda de ouro para que pudesse ajudar o seu mestre e receber finalmente o seu conselho e ajuda.
Entrou no quarto do sábio e disse:
– Mestre, lamento muito. Não é possível fazer o que me pedes. Talvez conseguisse 2 ou 3 moedas de prata, mas não creio que conseguisse enganar as pessoas quanto ao verdadeiro valor do anel.
O que dizes é muito importante jovem amigo – respondeu o mestre sorridente – Primeiro temos de conhecer o verdadeiro valor do anel. Torna a montar o teu cavalo e vai ao ourives. Diz-lhe que pretendes vender a jóia e pergunta-lhe quanto ele está disposto a oferecer. Mas não a vendas. Qualquer que seja o valor que ele ofereça, volte com o meu anel.
O jovem tornou a cavalgar.
O ourives inspeccionou a jóia à lupa, observou, pesou e respondeu ao rapaz:
Diz ao teu mestre, que, se a quiser vender agora mesmo, não posso oferecer mais que 58 moedas de ouro. Talvez se a quiser vender com mais tempo lhe ofereça 70 moedas mas se a venda é urgente…
– 58 MOEDAS DE OURO? – o jovem cavalgou emocionado a alta velocidade para casa do sábio para lhe contar a novidade.
– Senta-te, disse-lhe o sábio depois do ouvir – 
Tu és como esse anel: uma jóia valiosa e única. E como tal só podes ser avaliado por um verdadeiro perito. Porque é que vives à espera que qualquer pessoa descubra o teu verdadeiro valor?
E dito isto voltou a pôr o anel no dedo mindinho da sua mão esquerda.
(Conto Sufi)
Livro Era Uma vez…
Os contos como terapia
Instituto Girasol do Brasil

 

Você está disposto a se conhecer e mudar a vida para melhor?

Para mudar a vida para melhor, é preciso saber onde você quer chegar. Para traçar um caminho, é preciso saber onde você está. Assim, é inevitável o processo de se conhecer melhor (autoconhecimento) para saber o que te faz feliz e o que você precisa mudar.

Muitos falam da importância do autoconhecimento para realização pessoal e profissional. Mas poucos descrevem os sentimentos e as fases que acontecem durante o processo de auto descoberta.

É um misto de céu e inferno. Hora a gente se orgulha e se parabeniza por algumas atitudes e hora a gente se decepciona ao tomar consciência de atitudes e comportamentos que não nos ajudam e apenas nos limitam. Junto a esta constatação vem sentimentos desagradáveis. Para uns decepção, para outros indignação, culpa ou raiva por não ter percebido tal comportamento antes, ou por estar vivendo de forma automática.

Isso é natural e é sinal de que o processo de autoconhecimento está funcionando!

O mais importante é continuar progredindo. Buscar energia e motivação para mudar comportamentos. Definir e executar um plano de ação, desenhado de acordo com seu momento de vida, valores, prioridades e principalmente seus talentos. Não tenha dúvida que será possível sim mudar a vida para melhor.

As estapas são as seguintes:

1) Reconhecer o estado atual  – acontece quando “caem as fichas”. Identificamos sonhos, valores, crenças  e comportamentos que nos limitam e outros que nos fortalecem.

2) Aceitar – muito importante neste momento não procurar justificativa ou culpados externos para as descobertas. “Ajo desta forma por causa do meu chefe ou do ambiente do trabalho “. Pois o fato é: se nenhuma mudança acontecer internamente, mesmo que se você troque de chefe, de emprego, ou até de cidade, o problema não será resolvido. Assim, é preciso reconhecer que você é responsável e aceitar que algo precisa mudar internamente.  Não negar.

3) Se perdoar, se necessário – o passado se foi, não perca tempo imaginando como poderia ter sido diferente. Você não tinha consciência de que tais comportamentos prejudicava você ou outras pessoas, por isto merece se perdoar, dar-se uma nova chance.

4) Buscar motivação – entenda porque é importante pra você mudar comportamentos indesejados e tomar ações concretas. Quanto custa para você não agir? O que você quer atingir?

5) Mudar o que for preciso, agir  – Se continuar agindo como sempre fez, atingirá os mesmos resultados de sempre, por isto, pense na estratégia, planeje e execute. Foque onde você tem o controle. Você é responsável por você. Nunca atrele sua paz ou felicidade ao comportamento de outras pessoas. Você precisa atingir o estágio de máxima independência do ambiente possível.

6) Atingir metas e realizar sonhos. Quando você se conhece, potencializa seus pontos fortes e trabalha nas limitações para romper as barreiras.  Eu diria que vc tem tudo para atingir o que deseja. Existem técnicas que o ajudarão a manter-se motivado e a não se desviar do caminho. O universo irá te ajudar pois ele recompensa quem trabalha de verdade. Certamente você irá aumentar a realização e a satisfação na vida pessoal e profissional.

Chegar ao último estágio é maravilhoso! Vale todo o esforço e incômodo. Mas isto só vai acontecer se você se permitir e der UM PASSO DE CADA VEZ!

Você pode seguir sozinho e ir aprendendo com seus próprios erros, mas o caminho será mais longo e custoso e o risco de desistência é enorme. Cerca de 70% das pessoas em Março já desistiram de suas resoluções de ano novo.

Mas se tiver o apoio de um profissional competente a travessia será mais rápida e com menor probabilidade de desistência.

Você pode seguir em grupo, através de coaching em grupo, se por um lado você não tem atenção individual do coach, por outro ganha-se no apoio e colaboração dos outros participantes.

Não perca tempo, agende uma sessão gratuita e vamos avaliar juntos se coaching pode ajudar você.

Com carinho,

Marilia.