Rodrigo Pinheiro, Universitário: decidindo o futuro profissional

Decidir-se acerca do futuro profissional é uma dificuldade consumada, bastante recorrente quando se está prestes a adentrar a dinâmica da realidade adulta. É a primeira das preocupações a figurar no horizonte ainda não desbravado, cujo peso, por vezes esmagador, parece cobrar da inexperiência posicionamento imediato.

Responde-se sem saber ao certo para onde se avança.

Ceder a pressão condicionada não é exatamente um problema, uma vez que de inusitados envolvimentos extraem-se as valiosas informações faltantes, que lhe revelam vislumbres de possibilidades almejadas, (re)conduzem-no(a) a um estado produtivo: quando se sabe para onde ir, ou reconhece-se onde há desejado estar.

Para tanto, é irrefutável a essencialidade de comunicar-se com o íntimo, dar-lhe a voz, enveredar-se no processo de autoconhecer-se e fazer-se ativo.

Há diferentes modos de se restaurarem autoconfiança e equilíbrio, prática constante cuja indispensabilidade reforçou-se a partir das sessões de coaching.

As discussões e práticas suscitadas não somente evidenciaram os ganhos de articular-se de modo convicto, mas assinalaram para a relação de interdependência existente entre o indivíduo e espaço no qual se insere.

Conhecer-se é reconhecer-se no outro. Tal ideia serviu-me de princípio regulador, tornando-me propenso a trocas mais proveitosos com o meio, de onde vêm as esperadas oportunidades, para onde endereço o meu melhor.

Rodrigo Pinheiro
Estudante universitário
Jan/2015