Mindfulness Coaching

O objetivo deste texto é contar como surgiu meu processo de Mindfulness Coaching e o que o diferencia dos processos de coaching tradicionais. Para isto, preciso começar do começo.

Trabalhei 20 anos na área de Tecnologia, estudei, fiz mestrado, me dediquei, não vou dizer que tive sorte, mas que recebi de volta o que investi. Excelente salário, função de liderança e morava no Rio de Janeiro com a família. Algo que tinha almejado e trabalhado para conseguir. Mas como Tony Robbins diz todo ser humano precisa experimentar a ciência da realização do termo “achievement” e a arte da satisfação do termo “fulfillment”. Para ele atingir metas é uma ciência e é possível criar processos e técnicas para isso, mas satisfação/plenitude é uma arte. Pois não se pode criar um processo que seja repetível e válido para todos. Eu me encontrava precisando descobrir a arte do fulfillment.

 

Sentia que algo precisava mudar, eu não estava feliz, eu havia me perdido de mim mesma. Neste momento, em 2013 tirei 1 ano sabático, viajei, fiz um curso de coaching para tentar entender o que estava acontecendo comigo e o que eu queria como próximo passo. Muitas coisas foram se tornando claras através das reflexões do self coaching. Escolhi uma nova área de atuação muito alinhada com minha experiência profissional e de vida. Sou uma eterna aprendiz de tantas áreas de conhecimento e técnicas que fazem parte do conjunto de ferramentas de um coach. Pude aprender e experimentar muitas transformações em clientes e principalmente comigo mesma. Entretanto eu sentia e sabia que ainda faltava algo. Algo que ajudasse a efetivamente quebrar padrões enraizados, quebrar crenças limitantes e facilitasse uma real mudança de comportamento, mas principalmente me trouxesse maior plenitude.

 

Foi neste período tentando desvendar a arte do fulfillment que entrei em contato com diversos conhecimentos relacionados a Mindfulness. Eu precisava ter pessoalmente um sistema de suporte que me ajudasse a permanecer grande parte do tempo em um estado interno desejado, presente no momento e com um sentimento de realização. Livre de preocupações, estresse e ansiedade e ao mesmo tempo com espaço mental livre para a criatividade habitar.

 

Quando percebi que precisava mudar algo, em 2013, mudei muita coisa externamente como emprego, área de atuação, saí juntamente com a família do Rio e fui morar numa cidade serrana do interior. Entretanto eu carregava o mesmo padrão automático de permitir que situações externas me deixassem em um estado de tensão e ansiedade. Digamos que isso é mais comum atualmente do que gostaríamos.

 

O que me fez concluir que mesmo tendo clareza do que se quer, trabalhando com o que gosta e com tudo teoricamente bem, é necessário um algo a mais que nos ajude a nos mantermos serenos, motivados, criativos e com alegria de viver. Eu chamo este estado mágico de estado de presença.  Um estado que nos permita ver além dos fatos, sentir e pensar com clareza e principalmente com sabedoria para diferenciar o que é ilusão do que é real. Um estado de mindfulness ao invés de mindful. Em que sejamos capazes de viver intensamente o AGORA sem nos preocuparmos com o que virá ou nos ressentirmos com o que passou. Na minha visão e também na de especialistas, estarmos no AQUI e AGORA é a melhor forma de enfrentarmos este esgotamento emocional que se alastra por todas as áreas profissionais e toma também algumas crianças e muitos estudantes universitários.

 

Muitos saberes me influenciaram nesta caminhada. Paranahansa Yogananda me apresentou a meditação na sua fabulosa Autobiografia de um Iogui, Deepak Chopra ampliou minha mente sobre consciência. A neurociência me mostrou a importância de deixar o lado direito do cérebro se expressar, a neuroplasticidade como capacidade que temos de criar novos caminhos neuronais. Jung, além de tantas contribuições com as quais me identifico, me ensinou que antes de saber é preciso ser humano para conseguir entender e se conectar com outro ser humano. A Bíblia tem conhecimentos milenares fantásticos que atualmente estão sendo resgatados ou re-editados com palavras da moda. Os mitos e os contos trazem sabedorias que são passadas de geração em geração. Sim, nossos avós e nossos índios têm muito a nos ensinar sobre plenitude. Fernando Pessoa e Rubem Alves me ajudaram a redescobrir a sensibilidade, apreciação pelo belo e o olhar da criança interior. Algo que precisamos resgatar no adulto.  É muito interessante perceber que os saberes, mesmo que advindos de diversas áreas e fontes diferentes eles nos remetem às mesmas verdades, à antigas soluções para desafios atuais. Coisas básicas como ser grato, dar atenção ao que você quer e não ao oposto, saber quem você é e o que quer, amar e respeitar seu próximo, se encantar pela beleza da natureza e das coisas simples. Tudo o que nascemos sabendo e esquecemos à medida que vamos crescendo. Não posso deixar de mencionar talvez o que seja mais importante: a convivência com minhas filhas e meu marido. Com mais tempo para conviver sem correr e ticar mais um compromisso no dia a dia, pude redescobrir e praticar o viver, viver no agora, viver em plenitude. Acontece o tempo todo? Não. Estou aprendendo. Sempre estarei. 

 

Conexão com pessoas diferentes produzem resultados diferentes também. Desde 2015, venho atuando com o coaching juntamente com profissionais de diferentes áreas do conhecimento como musicoterapia, artes, psicologia, consciência corporal, medicina, todos influenciados pela pedagogia da Escola da Ponte de José Pacheco, em um projeto chamado Cuidando do Cuidador. Neste projeto, vivenciamos técnicas e recursos dessas áreas de conhecimento com um único objetivo de ampliar o estado de presença do Cuidador (professor/diretor da rede municipal de ensino). Facilitamos a reconexão do educador com suas necessidades e sonhos e principalmente com sua criança interior. Isso traz brilho e encantamento pela profissão. Não precisamos listar aqui os desafios enfrentados pelos professores nas escolas públicas. Nosso papel, neste projeto é fortalecê-los como pessoas resilientes para lidarem com seus desafios. Esta reconexão com a essência, encantamento pela vida e capacidade de escuta se refletem no amor e energia que eles vão transbordar para seus alunos na sala de aula. Posso dizer que o resultado do que tenho visto acontecer é realmente incrível! Alguns se livram de doenças, outros se empoderam de forma a assumir a direção da escola e transformar o ambiente e o relacionamento entre as pessoas.

 

Este projeto me permitiu constatar como é mais rápida e duradoura a mudança quando se utiliza o cérebro em todo o seu potencial: lados direito e esquerdo. Envolvemos todos os órgãos dos sentidos através da arte, música, movimentos e consciência corporal, meditação, silêncio, emoções, além das reflexões e uso da fala, que organizam e estimulam o lado esquerdo do cérebro, algo que as ferramentas de coaching fazem muito bem. Outra maneira de explicar o projeto é dizer que trabalhamos o ser humano em sua totalidade: corpo, mente e espírito.

 

Essa experiência me proporcionou criar um processo de coaching inovador, influenciado por diferentes áreas do conhecimento. O grande cuidado além de atingir o objetivo do cliente é criar junto com ele (co-criar) um sistema de apoio que permita que se eleve seu estado de presença, desta forma ele poderá fazer boas escolhas, manter-se criativo e se mostrar resiliente frente aos acontecimentos externos. Este estado de presença é que irá permitir o cliente sair da zona de conforto e adentrar a zona mágica de aprendizagem sem medos e receios para usar seus talentos em algo que ele acredite fazer sentido. Aí sim o trabalho e as relações fluem de modo a nos nutrir com energia. O trabalho vivido desta forma é algo que alimenta e não esgota.

 

Tenho de contar só mais um segredinho… para os clientes que permitem eu faço o mapa astral e isso nos dá pistas sensacionais e muito certeiras sobre os potenciais da pessoa, carreira, finanças e o principal pra mim que é : qual é o aprendizado que a pessoa precisa ter para “destravar” a vida profissional e favorecer seu sucesso? Lembre-se coaching gera ampliação da consciência e auto responsabilidade, se eu tenho informações valiosas e desconhecidas, dadas pela carta natal da pessoa, tenho como ir direto ao ponto, fazer perguntas que vão disparar reflexões e ajudar a encontrar e trabalhar no que eu chamo “ponto de virada” da pessoa.

 

Mas precisamos de tantas ferramentas assim?

 

“Não há batalha maior do que a batalha interna entre uma parte de nós que quer mudar e atingir novos resultados e a outra parte que está confortável e contente em manter tudo como está.”

Marilia Coelho

 

Eu posso ajudar você a vencer esta batalha!!

 

Entre em contato!

mc@marilialcoelho.com.br  

http://mariliacoelho.com.br

0 replies

Leave a Reply

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Leave a Reply