O segredo da comunicação livre

É muito comum no processo de coaching descobrirmos que o que queremos transformar em nosso comportamento externo está intimamente ligado a uma forma inconsciente de nos comportarmos conosco mesmos. Ficou complexa esta frase. Vamos exemplificar.

 

Enquanto busco melhorar a minha comunicação com os outros para torná-la mais harmônica ou menos ríspida, descobrirei que imprimo o mesmo tom na forma como converso comigo mesmo. Enquanto busco reduzir a intensidade da crítica que faço aos outros, descobrirei que sou o maior crítico de mim mesmo… e por aí vai. Se não consigo estabelecer uma comunicação aberta sobre meus pensamentos e sentimentos com outra pessoa, é provável que não o faço nem comigo mesmo. O comportamento micro (interno) se amplifica para o macro (externo). De onde concluo: o micro está no macro.

 

A tendência é buscarmos a transformação de fora para dentro. Mudar o comportamento com o outro. Este é um caminho árduo e muitas vezes sem sucesso, se a consciência do que está no micro não mudar. Quero dizer, ao se conscientizar e transformar o comportamento e a atitude consigo mesmo, acontece algo incrível que abre espaço para a mudança no macro, no mundo externo, na relação com as pessoas.

 

Ouvimos sempre que a transformação ocorre de dentro para fora. Colocando em etapas e concretizando esta informação, é exatamente isso que precisa acontecer e nesta sequência:

 

  1. Eu comigo – conscientize-se, deixe a ficha cair. Perceba como você lida consigo mesmo. Qual é o diálogo interno e qual o tom da voz que você mais repete internamente. Depois encontre uma forma de exercitar a mudança neste âmbito. Se sua questão é se abrir, tente contar para você mesmo o que você pensa e sente sobre acontecimentos que te marcaram, fale de seus sonhos, seus objetivos. Escreva a respeito. Não caia na armadilha de julgar o resultado, caso contrário o crítico continua atuando. Neste exemplo, o objetivo é se abrir, deixar fluir e não produzir uma obra literária. Se o seu objetivo é reduzir a crítica, experimente mudar o foco e sair do que falta alcançar, para o que você já tem. Passe a olhar o que faz de bom, parabenize-se, agradeça, sinta-se bem e orgulhoso com o que faz. Objetivo aqui é perseverar na mudança da voz interior. Até criar um novo hábito.
  2. Eu com o outro – ao passar pela etapa 1, muitas das barreiras na relação com o outro cairão. Você será mais compassivo e consciente. Dificilmente reagirá no automático. Agora apenas arrisque-se para praticar com o outro o que já vinha praticando consigo mesmo.
  3. Eu com todos – ao sentir-se mais seguro de que é capaz de se comunicar naturalmente com o outro e observar os frutos desta interação, você conseguirá se expor em grupos e até mesmo para o público em geral. Neste ponto, é necessário o desenvolvimento da autoconfiança e principalmente da certeza de quem você é. Uma segurança de que mesmo que você erre e até fale besteira, você será perdoado e aceito (principalmente por você mesmo).

 

O mundo está à espera de ouvir o que você tem a dizer, conhecer as soluções que você pode ajudar a criar. Seus talentos + experiência e forma de expressá-los são únicos e todos têm a ganhar com eles. Sua realização será maior, seu trabalho terá mais impacto, os outros se beneficiarão.

 

Muitas vezes, pensamos que o nosso natural é a não expressão, ou a expressão inconsciente e automática que queremos alterar. Frases como: sempre fui assim. Não consigo fazer diferente. Refletem apenas a não consciência de que você pode alterar este comportamento aprendido. Aprendido com as pessoas que convive ou conviveu, com a própria sociedade e sistema educacional. Nas escolas, de forma geral, aprendemos a repetir o pensamento dos outros. O conhecimento é medido de acordo com a memorização. O quão fiel você é capaz de repetir o que outros disseram ser o correto. Não fomos incentivados a pensar, criar e muito menos a expressar o pensamento original e único. E muitas crianças que tentam são repreendidas, humilhadas ou ridicularizadas. Dessa forma, aprendemos a repetir apenas o que será aceito sem riscos e a guardar o que autêntico e pode causar incômodo. Em resumo, quero dizer que é necessário desaprender este condicionamento, para aí sim aprender a pensar e se comunicar de forma segura e sem medos.

 

Deixe fluir e alimente a energia do amor próprio, este é a base para você desenvolver a comunicação livre. Vá na contra-mão do que aprendeu até aqui:

  • Entenda e reconheça o seu real valor e saiba que críticas externas sempre virão. Separe o que é crítica ao que você diz e faz. Elas não atingem e nem mudam quem você é. Elas somente representam o que o outro pensa.
  • Ouça, feedbacks são bem vindos e nos ajudam a crescer.
  • Tenha compaixão consigo mesmo, permita-se errar e não saber.
  • Tenha confiança em iniciar, não espere o melhor momento, ou estar pronto para… isso não existe! (hahaha demorei aprender isso)
  • A comunicação é uma dádiva. A comunicação com uma boa intenção é muito poderosa.
  • O aprendizado acontece no fazer e principalmente na interação com outras pessoas.
  • Você pode ler milhares de livros, ter muitos diplomas, mas só se tornará mestre no que praticar e trocar com outras pessoas!

 

Sabe aquele nó na garganta? O coração disparado…

Seu espírito querendo se expressar. Ajude-o a ser livre. Vale a pena!!

 

Mindfulness Coaching

O objetivo deste texto é contar como surgiu meu processo de Mindfulness Coaching e o que o diferencia dos processos de coaching tradicionais. Para isto, preciso começar do começo.

Trabalhei 20 anos na área de Tecnologia, estudei, fiz mestrado, me dediquei, não vou dizer que tive sorte, mas que recebi de volta o que investi. Excelente salário, função de liderança e morava no Rio de Janeiro com a família. Algo que tinha almejado e trabalhado para conseguir. Mas como Tony Robbins diz todo ser humano precisa experimentar a ciência da realização do termo “achievement” e a arte da satisfação do termo “fulfillment”. Para ele atingir metas é uma ciência e é possível criar processos e técnicas para isso, mas satisfação/plenitude é uma arte. Pois não se pode criar um processo que seja repetível e válido para todos. Eu me encontrava precisando descobrir a arte do fulfillment.

 

Sentia que algo precisava mudar, eu não estava feliz, eu havia me perdido de mim mesma. Neste momento, em 2013 tirei 1 ano sabático, viajei, fiz um curso de coaching para tentar entender o que estava acontecendo comigo e o que eu queria como próximo passo. Muitas coisas foram se tornando claras através das reflexões do self coaching. Escolhi uma nova área de atuação muito alinhada com minha experiência profissional e de vida. Sou uma eterna aprendiz de tantas áreas de conhecimento e técnicas que fazem parte do conjunto de ferramentas de um coach. Pude aprender e experimentar muitas transformações em clientes e principalmente comigo mesma. Entretanto eu sentia e sabia que ainda faltava algo. Algo que ajudasse a efetivamente quebrar padrões enraizados, quebrar crenças limitantes e facilitasse uma real mudança de comportamento, mas principalmente me trouxesse maior plenitude.

 

Foi neste período tentando desvendar a arte do fulfillment que entrei em contato com diversos conhecimentos relacionados a Mindfulness. Eu precisava ter pessoalmente um sistema de suporte que me ajudasse a permanecer grande parte do tempo em um estado interno desejado, presente no momento e com um sentimento de realização. Livre de preocupações, estresse e ansiedade e ao mesmo tempo com espaço mental livre para a criatividade habitar.

 

Quando percebi que precisava mudar algo, em 2013, mudei muita coisa externamente como emprego, área de atuação, saí juntamente com a família do Rio e fui morar numa cidade serrana do interior. Entretanto eu carregava o mesmo padrão automático de permitir que situações externas me deixassem em um estado de tensão e ansiedade. Digamos que isso é mais comum atualmente do que gostaríamos.

 

O que me fez concluir que mesmo tendo clareza do que se quer, trabalhando com o que gosta e com tudo teoricamente bem, é necessário um algo a mais que nos ajude a nos mantermos serenos, motivados, criativos e com alegria de viver. Eu chamo este estado mágico de estado de presença.  Um estado que nos permita ver além dos fatos, sentir e pensar com clareza e principalmente com sabedoria para diferenciar o que é ilusão do que é real. Um estado de mindfulness ao invés de mindful. Em que sejamos capazes de viver intensamente o AGORA sem nos preocuparmos com o que virá ou nos ressentirmos com o que passou. Na minha visão e também na de especialistas, estarmos no AQUI e AGORA é a melhor forma de enfrentarmos este esgotamento emocional que se alastra por todas as áreas profissionais e toma também algumas crianças e muitos estudantes universitários.

 

Muitos saberes me influenciaram nesta caminhada. Paranahansa Yogananda me apresentou a meditação na sua fabulosa Autobiografia de um Iogui, Deepak Chopra ampliou minha mente sobre consciência. A neurociência me mostrou a importância de deixar o lado direito do cérebro se expressar, a neuroplasticidade como capacidade que temos de criar novos caminhos neuronais. Jung, além de tantas contribuições com as quais me identifico, me ensinou que antes de saber é preciso ser humano para conseguir entender e se conectar com outro ser humano. A Bíblia tem conhecimentos milenares fantásticos que atualmente estão sendo resgatados ou re-editados com palavras da moda. Os mitos e os contos trazem sabedorias que são passadas de geração em geração. Sim, nossos avós e nossos índios têm muito a nos ensinar sobre plenitude. Fernando Pessoa e Rubem Alves me ajudaram a redescobrir a sensibilidade, apreciação pelo belo e o olhar da criança interior. Algo que precisamos resgatar no adulto.  É muito interessante perceber que os saberes, mesmo que advindos de diversas áreas e fontes diferentes eles nos remetem às mesmas verdades, à antigas soluções para desafios atuais. Coisas básicas como ser grato, dar atenção ao que você quer e não ao oposto, saber quem você é e o que quer, amar e respeitar seu próximo, se encantar pela beleza da natureza e das coisas simples. Tudo o que nascemos sabendo e esquecemos à medida que vamos crescendo. Não posso deixar de mencionar talvez o que seja mais importante: a convivência com minhas filhas e meu marido. Com mais tempo para conviver sem correr e ticar mais um compromisso no dia a dia, pude redescobrir e praticar o viver, viver no agora, viver em plenitude. Acontece o tempo todo? Não. Estou aprendendo. Sempre estarei. 

 

Conexão com pessoas diferentes produzem resultados diferentes também. Desde 2015, venho atuando com o coaching juntamente com profissionais de diferentes áreas do conhecimento como musicoterapia, artes, psicologia, consciência corporal, medicina, todos influenciados pela pedagogia da Escola da Ponte de José Pacheco, em um projeto chamado Cuidando do Cuidador. Neste projeto, vivenciamos técnicas e recursos dessas áreas de conhecimento com um único objetivo de ampliar o estado de presença do Cuidador (professor/diretor da rede municipal de ensino). Facilitamos a reconexão do educador com suas necessidades e sonhos e principalmente com sua criança interior. Isso traz brilho e encantamento pela profissão. Não precisamos listar aqui os desafios enfrentados pelos professores nas escolas públicas. Nosso papel, neste projeto é fortalecê-los como pessoas resilientes para lidarem com seus desafios. Esta reconexão com a essência, encantamento pela vida e capacidade de escuta se refletem no amor e energia que eles vão transbordar para seus alunos na sala de aula. Posso dizer que o resultado do que tenho visto acontecer é realmente incrível! Alguns se livram de doenças, outros se empoderam de forma a assumir a direção da escola e transformar o ambiente e o relacionamento entre as pessoas.

 

Este projeto me permitiu constatar como é mais rápida e duradoura a mudança quando se utiliza o cérebro em todo o seu potencial: lados direito e esquerdo. Envolvemos todos os órgãos dos sentidos através da arte, música, movimentos e consciência corporal, meditação, silêncio, emoções, além das reflexões e uso da fala, que organizam e estimulam o lado esquerdo do cérebro, algo que as ferramentas de coaching fazem muito bem. Outra maneira de explicar o projeto é dizer que trabalhamos o ser humano em sua totalidade: corpo, mente e espírito.

 

Essa experiência me proporcionou criar um processo de coaching inovador, influenciado por diferentes áreas do conhecimento. O grande cuidado além de atingir o objetivo do cliente é criar junto com ele (co-criar) um sistema de apoio que permita que se eleve seu estado de presença, desta forma ele poderá fazer boas escolhas, manter-se criativo e se mostrar resiliente frente aos acontecimentos externos. Este estado de presença é que irá permitir o cliente sair da zona de conforto e adentrar a zona mágica de aprendizagem sem medos e receios para usar seus talentos em algo que ele acredite fazer sentido. Aí sim o trabalho e as relações fluem de modo a nos nutrir com energia. O trabalho vivido desta forma é algo que alimenta e não esgota.

 

Tenho de contar só mais um segredinho… para os clientes que permitem eu faço o mapa astral e isso nos dá pistas sensacionais e muito certeiras sobre os potenciais da pessoa, carreira, finanças e o principal pra mim que é : qual é o aprendizado que a pessoa precisa ter para “destravar” a vida profissional e favorecer seu sucesso? Lembre-se coaching gera ampliação da consciência e auto responsabilidade, se eu tenho informações valiosas e desconhecidas, dadas pela carta natal da pessoa, tenho como ir direto ao ponto, fazer perguntas que vão disparar reflexões e ajudar a encontrar e trabalhar no que eu chamo “ponto de virada” da pessoa.

 

Mas precisamos de tantas ferramentas assim?

 

“Não há batalha maior do que a batalha interna entre uma parte de nós que quer mudar e atingir novos resultados e a outra parte que está confortável e contente em manter tudo como está.”

Marilia Coelho

 

Eu posso ajudar você a vencer esta batalha!!

 

Entre em contato!

mc@marilialcoelho.com.br  

http://mariliacoelho.com.br

Como funciona o processo de coaching?

O coaching é um processo realizado por um coach que utiliza diversas técnicas comprovadas cientificamente para ajudar o coachee (cliente) a atingir um objetivo. O processo de coaching leva o coachee de um estado atual a um estado desejado. Como coach, eu utilizo técnicas oriundas de várias áreas como psicologia, administração, marketing, neurosciência e programação neurolinguística.

Faço coaching online via Skype. Acho muito prático para mim e para meus clientes que não precisam se deslocar e ainda podemos realizar as sessões estando em diferentes estados e até países, muitas vezes.

Trabalho com um número padrão de 10 sessões com duração de 1 hora. Penso que 10 sessões, de forma geral, são suficientes para evoluirmos em direção ao objetivo traçado. Mas este número não é fixo, pode acontecer de precisarmos adicionar sessões dependendo do Estado Atual do cliente (coachee) ou do Estado Desejado traçado por ele.

Iniciamos com sessões semanais e no meio do processo passamos para quinzenais. Isto é importante pois existe um processo de amadurecimento e evolução do coachee que precisa de tempo para acontecer.

Entre uma sessão e outra o coachee realiza tarefas, combinadas durante a sessão, que possibilitarão a mudança de comportamento necessária para atingir o objetivo traçado.

É estremamente importante o empenho do coachee em realizar o processo de forma aberta, sem resistências e com responsabilidade. O sucesso do processo está bastante ligado ao querer do coachee. A contrapartida também precisa acontecer. O coach precisa estar conectado e querer tanto quanto o coachee atingir o objetivo.

Dentre os principais benefícios gerais podemos citar:

  • Autoconhecimento
  • Potencialização dos pontos fortes e talentos aumentando a autoconfiança
  • Melhoria na capacidade de relacionamento
  • Redução de inseguranças
  • Maior clareza e capacidade de decisão

Funciona e vale a pena!!

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